29 maio

A importância dos objetos inseparáveis na infância

Quem nunca teve um objeto inseparável na infância, não é mesmo? Um paninho, um bichinho, um cobertor ou até mesmo a chupeta – ou várias chupetas! Entretanto, você sabe o que isso significa na vida dos filhotinhos? Esses objetos inseparáveis são chamados de objetos transicionais, eles fazem a mediação entre o mundo externo e o mundo interno dos pequenos.

Assim que nascem, as crianças possuem uma ligação muito forte com a mamãe e toda a relação, o dia a dia e a rotina compõem o mundo interno delas. Tudo o que elas conhecem está ali e quando começam a perceber, ainda novinhas, que existe um mundo externo, elas tendem a se apegar a algum objeto que represente o mundo interno. Por isso, seguidamente vemos filhotinhos agarrados com algo que para nós pode não fazer muito sentido, mas para eles significa muito.

Esse apego ocorre, muitas vezes, quando há a separação entre a mamãe e a criança, pois ela enxerga aquele objeto como parte da mãe e da rotina que ela tinha anteriormente. Por isso, é importante permitir esse apego, pois ele auxilia no suporte emocional, traz a sensação de segurança e de proteção.

Contudo, existem outros fatores que podem levar o filhotinho a ter esse objeto inseparável, sendo importante que as mamães e papais identifiquem o que ele representa ou o que ele está substituindo. Apesar dele ajudar a lidar com as situações do mundo externo, é interessante entender em qual ponto ele auxilia, qual papel desempenha na vida da criança.

Como os pequenos possuem fases, esse objeto transicional pode aparecer em determinados períodos, e a tendência é que a criança vá largando esse apego com o tempo.

O interessante é que o fato de andar com esse paninho ou bichinho, faz com que eles se sintam mais confiantes e seguros, contribuindo, inclusive, para a autoestima dos filhotinhos no momento de encarar esse mundo externo tão desconhecido para eles.

Segundo Wagner Vidille, psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, é muito importante que a mãe se adapte às necessidades da criança e, durante as primeiras etapas do desenvolvimento, esteja totalmente disponível e dedicada, que avalize o uso destes objetos para que o desenvolvimento saudável da criança se realize. Ou seja, você, mamãe, não precisa ficar preocupada se o seu filhotinho tiver um objeto inseparável, um companheiro, pois ele auxilia no desenvolvimento e no crescimento dele.

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