24 jan

Primeira gravidez: tudo o que você precisa saber

A primeira gravidez pode trazer um misto de alegria e preocupação. Mas existem alguns passos que podem ajudar a curti-la desde o início, além de trazerem segurança e saúde, tanto para a mamãe como para o bebê!

Ela pode ser planejada ou chegar sem avisar. O importante é entender que um novo ser está em desenvolvimento e precisa de cuidado. Esse cuidado deve vir de você e de pessoas ao seu redor. É bom que mais pessoas se envolvam nesse momento e ajudem durante toda a gestação.

 

PRIMEIRA GRAVIDEZ: PRIMEIROS CUIDADOS

Lembre-se: gravidez não é uma doença! Claro, sua rotina vai mudar e alguns cuidados especiais devem ser tomados. Principalmente se seu médico der algumas advertências. Mas fique tranquila e realize seus afazeres normalmente, ainda mais no primeiro trimestre de gravidez.

Não se assuste com as primeiras mudanças que sua mente e seu corpo irão sofrer. Sua produção de hormônios está se alterando e isso é normal. Encare essas mudanças como algo positivo. Afinal, seu corpo está se preparando para produzir uma nova vida, e isso é maravilhoso!

Nesse post daremos algumas informações e indicações sobre o que você pode fazer nas primeiras semanas de gravidez. Adapte essas informações à sua realidade e sempre, SEMPRE busque a ajuda e orientação de um médico especialista.

 

SAÚDE ANTES DE TUDO

Confirmando a gravidez

Para ter certeza de que um bebezinho está crescendo dentro de você, busque fazer exames que confirmem.

Não se baseie somente em testes de farmácia, que até conseguem confirmar a gravidez com uma boa margem de acerto, mas não fornecem detalhes específicos acerca da sua saúde.

Você pode pedir esses exames para seu ginecologista. Eles irão confirmar a gravidez e você terá tudo o que precisa para fazer o acompanhamento pré-natal.

Pré-natal e Obstetra

Caso você não tenha um plano de saúde, é recomendado fazer um. Por mais que a saúde pública no Brasil seja melhor do que muitos países, ter um acompanhamento pré-natal e um obstetra particular é o ideal.

Faça alguns cálculos, corte certos luxos supérfluos e se permita esse gasto com um plano de saúde. Peça algumas dicas com conhecidos, amigos ou o pessoal do trabalho (que até pode ter um plano de saúde empresarial). Informe-se sobre serviços especiais envolvendo gravidez; procure saber quais documentos apresentar e o período de carência.

 

ALIMENTAÇÃO

A alimentação durante toda a gravidez é mais importante do que você imagina. Escolher os alimentos certos é essencial para a saúde do bebê. Cada trimestre requer um tipo específico de alimento, que irá auxiliar no desenvolvimento de vocês dois.

O ideal é buscar um acompanhamento especializado com um nutricionista ou, se necessário, um nutrólogo – um médico especialista na área de nutrição que pode, se necessário, receitar remédios. Assim, você se alimentará corretamente e de modo equilibrado.

Durante a gravidez, é ainda mais importante a máxima “Melhor qualidade que quantidade”. Esqueça a ideia de que você agora “come por dois”. Isso faz com que você coma uma quantidade maior de comida mas que, muitas vezes, não são as mais indicadas para você.

Em todos os exemplos dados aqui, busque adquirir o alimento mais natural possível. Seja do tipo orgânico (saiba sua origem e quem o produz) ou adquirido em mercado, o ideal é que os níveis de agrotóxicos, venenos e demais toxinas, sejam os mais baixos possíveis, ou até mesmo zero.

Busque cortar ao máximo doces, frituras e demais alimentos “vazios” de nutrientes. Além disso, alguns alimentos podem ser perigosos durante a gestação.

 

Coma com moderação

  • Carboidratos refinados, como arroz branco, farinha de trigo refinada (branca) e açúcar cristal. Evite os doces e busque substituir massas e pães por suas versões integrais (e de preferência, caseiras).
  • Café, chá preto e chimarrão: a cafeína é um estimulante poderoso, mas que deve ser ingerida com muita moderação durante a gravidez. Além disso, a cafeína também é diurética. Assim, o consumo moderado pode evitar muitas idas ao banheiro!
  • Peixes no topo da cadeia alimentar, como cação, peixe-espada, tubarão e marlim, podem conter níveis perigosos de mercúrio. Peixes mais gordos, como atum, cavala, truta, não devem ser ingeridos mais que duas vezes na semana, pela mesma razão.
  • Em todos os exemplos dados aqui, busque adquirir o alimento mais natural possível. Seja do tipo orgânico (saiba sua origem e quem o produz) ou adquirido em mercado, o ideal é que os níveis de agrotóxicos, venenos e demais toxinas, sejam os mais baixos possíveis, ou até mesmo zero.
  • Os alimentos que você já sabe que seu organismo não se relaciona bem, devem continuar a ser evitados.
  • Seja moderada com o sal quando cozinhar. E não salgue alimentos já prontos.

 

Evite!

  • Carnes (de qualquer tipo, incluindo peixes e frutos do mar) crus.
  • Frutas, legumes e verduras mal lavados.
  • Ovos crus e alimentos preparados à base de ovos crus, como maionese, gemadas, mousses, etc.
  • Queijos de casca branca (ex.: brie e camembert); queijos com fungos (ex.: gorgonzola e roquefort). Evite queijos do tipo frescal (ou “minas”), pois são produzidos com leite não-pasteurizado e trazem mais riscos de intoxicação bacteriana.
  • Bife de fígado e miúdos (mesmo bem cozidos): a sobrecarga da forma retinoica da vitamina A pode ser prejudicial ao feto.
  • Álcool: deve ser cortado completamente de sua dieta, tanto na gravidez, quanto durante a amamentação. O consumo de álcool pode causar sérios problemas no bebê, já que o álcool passa pela placenta e também para o leite materno. Além disso, sua ingestão pode afetar a formação do feto, podendo causar deficiências mentais, alterações comportamentais, retardo no crescimento a longo prazo.
  • Bebidas e alimentos com cafeína. Não tome mais que duas xícaras de café por dia, e, se possível, prefira bebidas descafeinadas.

 

Ácido Fólico

O ácido fólico é um tipo de vitamina B muito importante para o desenvolvimento dos fetos, que não é produzido pelo organismo e precisa ser ingerido através de alimentos. Ele é importante, pois auxilia o fechamento do tubo neural do bebê.

Atualmente, farinhas refinadas e seus derivados são enriquecidos com ácido fólico, mas o ideal é sua ingestão no modo in natura. Pode ser encontrado no espinafre, brócolis, couve, escarola e aspargo. Ou também em frutas cítricas, como a laranja ou também na banana. Carnes fornecem o ácido fólico, mas devem ser preparadas com cuidado, nunca fritas ou cruas. Prefira as opções grelhadas.

Além disso, procure preparar os alimentos fonte de ácido fólico no vapor. Seu preparo em altas temperaturas, com muita água ou até mesmo no microondas, podem destruí-lo.

Ferro

O ferro é outro elemento importantíssimo na gravidez. Ele ajuda a evitar a anemia, além de colaborar para evitar complicações lá na frente, no momento do parto.

É recomendado que a ingestão de ferro seja diária (pelo menos 30 mg). Ele pode ser encontrado em abundância em carnes vermelhas e em diversos tipos de feijão, lentilhas e vegetais de folhas escuras, como couve e espinafre.

No caso de fontes vegetais, o ferro é de um tipo diferenciado, mais difícil de ser absorvido. Por isso, é recomendada a ingestão conjunta de vitamina C, que auxilia na sua absorção pelo organismo. Suco de frutas como acerola, laranja e goiaba podem fornecer a vitamina C necessária.

Proteína

A proteína auxilia diretamente na formação de tecidos e células no bebê e na mãe. Leguminosas e sementes são riquíssimas em proteínas: feijões, castanhas, lentilha, ervilha, grão-de-bico, nozes, leite e derivados.

Cuide com alimentos como nozes e castanhas e os derivados do leite. Eles são boas fontes de proteínas, mas são possuem muitas calorias. Coma com equilíbrio.

Para mães que já possuem uma dieta vegetariana ou vegana, devem buscar suplementação da vitamina B12, que está presente unicamente em proteínas de origem animal, e é imprescindível para a formação sanguínea dos bebês.

O ideal, nesse último caso, é buscar acompanhamento profissional, para que exista a  suplementação correta, tanto para a mãe quanto para o bebê.

Cálcio

Importante na formação dos dentes e ossos do bebê, o cálcio é bastante rico na natureza, e não somente no leite e derivados.

Os diversos tipos de feijão, brócolis, couve, folhas de mostarda, agrião, soja e seus derivados (como o tofu) são ótimas opções de alimentos que podem ser utilizados como fonte de cálcio.

O leite é a forma mais simples e rápida de ingerir cálcio. Três a quatro copos de leite já complementam a ingestão ideal de cálcio por dia (1000 mg). Mas devido às diversas denúncias de leite adulterado, o ideal é conhecer a origem do leite e preferir os de produção orgânica.

Carboidratos

Os carboidratos fornecem calorias adicionais à gestante. Os alimentos ricos em carboidratos são uma importante fonte de energia. Um organismo que não tiver a quantidade necessária de carboidrato, irá retirar energia das proteínas e isso não é recomendado.

Busque ingerir alimentos como pães, massas, batata e arroz. Procure por alimentos integrais e que não utilizem a farinha ou açúcar refinado. Assim, além de propriedades nutricionais mais completas, você também estará ingerindo alimentos ricos em fibras, que também auxiliam na digestão e no bom funcionamento dos intestinos.

 

VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA

Lembre-se que a partir de agora, você é responsável por esse pequeno ser crescendo dentro de você. Mas não fique preocupada ou assustada. Foque suas atenções na sua saúde e na do seu bebê.

Confie e peça ajuda de pessoas queridas ao seu redor. Família e amigos são importantes nesse momento e a intenção sempre é ajudar. Escolha pessoas que você mais confia para estarem junto de você nesse momento.

E busque auxílio, mesmo quando tudo parece bem. O acompanhamento de um médico obstetra durante todo o período de gestação é imprescindível para o desenvolvimento saudável do bebê e para sua saúde antes, durante e após a gravidez.

 

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